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02 maio, 2010

Packaging makes yourself hot! (3)

Como comunicar posicionamento pela embalagem
(versão draft - continuação; ver parte 1 | ver parte 2)

Da autoria de FuseProject para a PUMA



18 abril, 2010

Pans & Company

Apresentação da nova assinatura e linha de comunicação no ponto de venda

É todo um mundo de diferença em relação à percepção de produto e às inovações que são possíveis a partir daqui.











Agência: Santa Fé Associates [link]

20 maio, 2009

Kids Bike Tour

O Grupo Ibersol através dos seus restaurantes: Burger King, ÒKilo, KFC, Pans & Company, Pasta-Caffé e Pizza Hut, lançou o Programa Viva Bem, proporcionando uma alimentação que concilia a segurança alimentar, o sabor, a actividade física e que contribui para a educação do consumo, ajudando a combater a obesidade infantil.

O Programa Viva Bem em parceria com a Água de Luso e com a organização do Bike Tour, convida os alunos do 5º e 6º ano a participar no Kids Bike Tour que terá lugar em Lisboa a 20 de Junho e no Porto a 18 de Julho. Na compra de Menus com Água de Luso, nos restaurantes do Grupo Ibersol, é entregue um cupão para participar no Kids Bike Tour.

Os cupões preenchidos com o nome da escola e nome do aluno serão colocados numa tômbola nos restaurantes. Serão seleccionadas as escolas/alunos do 5º e 6ºano com mais cupões preenchidos até um total de 400 alunos a nível nacional. Por cada 30 alunos seleccionados da mesma escola, será oferecida a participação a 7 professores no Bike Tour dos adultos que terá lugar no dia 21 de Junho em Lisboa e 19 de Julho no Porto.

A todos os participantes seleccionados será oferecido o Kit Bike Tour composto por Bicicleta da Pizza Hut, capacete da KFC, mochila da Burger King e T-Shirt da Pans & Company.



A entrega dos cupões é válida até dia 4 de Junho de 2009. Para mais informações consulte o regulamento em: http://www.pedalacomtodaforca.com/

05 abril, 2009

Packaging makes yourself hot!

Como comunicar posicionamento pela embalagem (versão draft).

1. O desenho ou a construção da embalagem tem como principal objectivo atrair a atenção dos consumidores.


Se sim, então para este efeito, não pode simplesmente contentar-se em ser um “pacote” com as informações vitais do produto como o país de origem ou a validade e o lote, nem em ser um mero “contentor” pensado para (só) preservar a integridade do produto.

Uma embalagem que quer interagir com o consumidor tem que ser isto, e mais! como? Bem, isso deixo nas mãos dos criativos, eu só sei que ela

tem de provocar!

Tem de provocar qualquer coisa! Ao consumidor X definido como o meu target; Se for mais ou menos lírico, posso falar em evocar sentimentos e comunicar emoções. Se for mais impressionista, diria que tem que provocar o mesmo efeito de um murro no estômago!

Claro, já estamos todos a pensar, então é só pormos mulheres nuas na embalagem! Pois, isso chama a atenção, mas não comunica os valores nem o posicionamento da marca! Se acredita nisso, aconselho seriamente a leitura do post: “Sex is Easy but Doesn't Build a Brand”.

2. A embalagem deve ser um veículo privilegiado para comunicar a marca (valores, posicionamento, etc.)

Posicionamento: “any brand is valued by the perception it carries in the prospect or customer's mind” (Al Ries and Jack Trout, "Positioning - a battle for your mind".)

Por isso, antes da embalagem, o que queremos comunicar acerca do produto? Onde queremos que o nosso produto fique dentro da cabeça do consumidor? Associada a que ideias? A que outros produtos? A que momentos do seu dia-a-dia?

E por falar em momentos do dia-a-dia, claro que me podem dizer, “mas eu só vendo papel higiénico”! Tanta coisa para quê? Ao que eu responderia, Renova!

“Bienvenido a Renova.
El sitio del papel fashion y único.”

Não me importa quanto custa concretizar a ideia (e muitas vezes, se fizermos contas, custa ainda menos), a verdade é que, na cabeça do consumidor ocupa hoje um lugar importante: o papel higiénico que me torna único! nem que seja o maior seca do mundo! Quando receber visitas em casa, eu sei impressionar! Nem que seja preciso dar 2,17€ por um rolo ☺

Voltando à nossa questão, que fique claro que a embalagem deve estar ao serviço das respostas que demos antes sobre onde queremos que o nosso produto esteja dentro da cabeça do consumidor.

Se queremos que a marca seja inovadora, a embalagem tem de ser inovadora:


Se queremos que seja irreverente, a embalagem tem de ser irreverente:



Se queremos que seja “uhauuuu”, a embalagem tem de ser “uahuuuuu”

Cannes Lions 2007 Promo Winner

Um número limitado de caixas de sapatilhas da Nike foram transformadas para simularem um estádio! mediante a inserção de uma folha impressa do interior do estádio e com um chip embutido com clips de som para que, ao abrir da caixa se ouvisse a multidão ficar louca :)

Se queremos que seja rebelde, a embalagem tem de ser rebelde


Esta garrafa com aspecto muito semelhante ao revolver .45 em vez de balas está carregada com 200 ml de uma verdadeira tequila mexicana. Como nas séries de advogados: "I rest my case".

Eu sei que, no fim, não existe nenhum “grande finale” para a embalagem, ela vai mesmo para o lixo! mas entretanto acompanhou o consumidor pelo seu dia, fez o consumidor ser visto com ela, deixou-o contente com a sua compra!

3. Vejam o exemplo dos sacos, sim dos sacos!!! Para além da embalagem, o saco que transporta o nosso produto:




Até onde estamos dispostos a ir para comunicar através da embalagem (e dos sacos)? Seguem alguns exemplos de quem teve a coragem! Ver exemplos aqui & aqui.

Obrigado ao TOXEL.COM, blog inspirador e de onde retirei as fotografias deste post.

20 fevereiro, 2009

the one million dollar question

What's Next In Marketing & Advertising
next...

16 fevereiro, 2009

Pragmática da comunicação humana!

WATZLAWICK define cinco axiomas básicos necessários ao funcionamento do processo de comunicação. Se um destes axiomas é "perturbado", a comunicação pode falhar. Estes axiomas foram definidos a partir da obra de Gregory Bateson (Steps to an Ecology of Mind, 1972).

1. Não se pode não comunicar

Numa interacção todo o comportamento tem valor de mensagem. Porque o comportamento não tem negação (não existe um anti-comportamento), não é possível não se comunicar. Pode-se comunicar a intenção de não comunicar não emitindo mensagem nenhuma, mas a ausência de comunicação, é, de todo, impossível.

2. Toda a comunicação processa-se a dois níveis: nível de conteúdo e nível de contexto/relação.

Isto significa que toda a comunicação inclui, para além do significado das palavras, mais informações - informações sobre o modo como quem comunica quer ser entendido e como ele vê a sua relação com o receptor da informação. O conteúdo está relacionado com "o que é dito", o contexto com a forma "como é dito". Negligenciar qualquer um destes níveis no planeamento da comunicação de uma mensagem pode ser desastroso.

3. A natureza de uma relação depende da forma como ambos os parceiros pontuam as sequências de comunicação.

A comunicação pode ser vista como uma sequência ininterrupta de trocas; a pontuação é responsável pordar estrutura e sentido à comunicação, assim como é perfeitamente arbitrária. O desacordo sobre a forma de pontuar uma sequência de factos está, muitas vezes, na origem das más interpretações, falta de compreensão da mensagem, etc.

4. Os seres humanos comunicam de forma 01100100 01101001 01100111 01101001 01110100 01100001 01101100 e de forma 01100001 01101110 01100001 01101100 11110011 01100111 01101001 01100011 01100001 [link para um tradutor]

O processo de comunicação não envolve apenas as palavras faladas (comunicação digital), mas também a componente não-verbal (comunicação analógica). A codificação digital refere-se à representação por um nome onde: há uma arbitrariedade na relação significado / significante; é utilizado um sistema simbólico convencional e com uma sintaxe complexa. A codificação analógica refere-se à representação pela semelhança, port exemplo, a zanga pode ser expressa por uma dureza no tom ou elevação do nível da voz, face vermelha, etc..

5. Qualquer comunicação pode ser definida como sendo simétrica ou complementar.

A comunicação simétrica define uma relação baseada na igualdade, os parceiros têm a mesma posição e fazem a mesma coisa (comportamento em espelho), por exemplo relação prof./prof. ou aluno/aluno. A comunicação complementar é baseada na diferença, os parceiros têm posições complementares (one up ou one down), por exemplo, relação prof./aluno ou médico/doente.

[obrigado ao Brand Jazz pelo tradutor binário]

13 fevereiro, 2009

Keep it Simple + Make it Personal + Give People a Reason to Pass it on!

A mais que famosa fórmula de sucesso no marketing viral, blogs, you tube... you name it:

Keep it simple

Simples = uma mensagem + entregue de forma coerente (com o meio) + rápida!

sinal +++


"The video was viewed over 5 million times on YouTube and Break since it launched last week [link]"

Make it personal

Estamos no máximo de especialização no que diz respeito a compreender bem o target!!! afinal, quem produz estes conteúdos é, muitas vezes, ele próprio elemento do target, ou um membro (reconhecido) da tribo (para usar o conceito de Seth Godin).

Senão, o que faz com que uma rapariga de 20 anos tenha, no seu canal no youtube [fafinettex3], vídeos que numa semana conseguem 246682 exibições e 400 comentários? ESPETACULAR!!!!


OBS: se puderem visitem mesmo o site no youtube para perceberem a dimensão da coisa :)

Give people a reason to pass it on

Se uma coisa me desperta o interesse e tem tudo a ver comigo, porque é que eu não o hei-de distribuir pela rede dentro da minha "bolha pessoal"?

sinal ---


Conseguem encontrar uma razão para re-enviar isto seja lá para quem for?

Já agora, um blog muito bom sobre marketing viral: Viral Blog.

10 fevereiro, 2009

interfaces inteligentes - the next big thing!

interface:
"an interface defines the communication boundary between two entities";
"something that connects two separate entities";
"the point of interconnection that allows an interaction";

augmented reality:
"augmented reality (AR) is a field of computer research which deals with the combination of real-world and computer-generated data (virtual reality), where computer graphics objects are blended into real footage in real time"

vale a pena ver:


Nas palavras de Ramon Ollé (autor do blog brandjazz, onde encontrei este video pela primeira vez):

"Aunque la tecnología está en estado embrionario, me parece que vale la pena reflexionar sobre cómo ésta va modelando la forma que tenemos de entender el retail, la publicidad y el Marketing en general."

Não podia estar mais de acordo :)

05 fevereiro, 2009

o insight: Open Happiness :)

Videos da nova campanha da Coca-Cola:
Open happiness Coca Cola, the girl and boy at library



"An insight is a fresh and unexpected perspective. It gets the following reaction from those involved: 'Wow, yes, you're right.' I'd never thought of it like that before, but you're absolutely right. You really understand what's going on here." [© buildingbrands.com].

"A consumer insight is a discovery about people that enables us to establish a natural connection between a product and their daily lives
."
McKeeKranenborg]


Preciso dizer mais alguma coisa sobre porque é que (eu acho que) este anúncio está tão bem conseguido?

Sobre este tema, têm mesmo de ler a apresentação: "Insights - something of a presentation…" de Simon Law no blog "Another Planning Blog".

04 fevereiro, 2009

e esta hein? (2)

The WHOPPER Sacrifice:

O Burger King lançou no Facebook um aplicativo como nenhum outro: "estaria disposto a “sacrificar” 10 dos seus amigos para ganhar um Whopper?"

O que aconteceu: "Facebook® has disabled WHOPPER® Sacrifice after your love for the WHOPPER® Sandwich proved to be stronger than 233,906 friendships"

A Burger King continua a iniciativa; e assim, no mesmo sitio da internet criaram: "were you sacrificed by somebody? send them an ANGRY-GRAM"

Deixo alguns comentários à iniciativa pelos utilizadores de um forum no facebook:



01 fevereiro, 2009

Truth in advertising

Uma grande história sobre como uma campanha de marketing "é" feita.

Com uma pequena grande diferença... as pessoas dizem o que pensam e não aquilo que deveriam dizer :)

28 janeiro, 2009

Storytelling: Metaphor Generation as a Customer Understanding Research Tool

We know what they do, but do we know what they think? (parte 3)


Hoje, olhamos o ser humano como narrador e não como cientista. Enquanto tarefa do ser humano, passamos da procura pela verdade do cientista, para a tarefa abrangente de construção de significados do narrador. A importância da metáfora para os gestores de marketing está na forma como permite aceder à “imaginação” do consumidor através da narrativa que nos conta. Isto, entendendo que “a imaginação não se limita a produzir conteúdos imagéticos que enriquecem a ligação entre a percepção e a compreensão (o entendimento), mas também estimula e enriquece a experiência, ajudando-a a “ler” os acontecimentos e a utilizar bases alternativas para a acção” (Mendes, 2001).

Assiste-se, nos últimos anos, a um reconhecimento crescente da metáfora da narrativa como um organizador central do conhecimento e da existência do ser humano, sendo já substancial a diversidade de autores que se têm dedicado ao seu estudo no contexto clínico e da investigação. A metáfora “resume” todo o significado que o produto tem para o consumidor em todos os seus atributos, dito de outra forma, ao acedermos à metáfora associada ao produto acedemos a tudo aquilo que o produto significa para o consumidor, literalmente tudo.

A metáfora é também o organizador central das nossas memórias, elemento fundamental no estilo de vida do sujeito e consequentemente do seu padrão de compras. E a melhor forma de acedermos a esta metáfora é através das histórias, das histórias que os consumidores contam sobre si. Como sintetiza Zaltman: “Most important, the fusion of memory, metaphor, and story enables consumers to create meaning around, or to see personal relevance in a company or a specific brand”.

Neste domínio podemos ainda definir “macronarrativas” organizadoras da vida da comunidade e definidoras da sua própria identidade, constituindo padrões que interligam os indivíduos e os sentidos atribuídos à sua existência. Assim, existe um movimento entre o individual e o colectivo, de co-construção.

Imaginemos agora o poder dos gestores que tiverem acesso às macronarrativas da sua marca! É importante dizer que esta definição de macronarrativas passa por um exercício de compreensão, não de generalização! Usamo-lo para compreender como as coisas acontecem, para descrever, e não para enunciar princípios gerais acerca de como todos se comportam.

Muitas vezes achamos que a nossa vantagem competitiva está na nossa capacidade de predição (e.g. forecast), quando aqui está na nossa capacidade de compreensão.


[ir para parte 1 / parte 2 ]

23 janeiro, 2009

"A better Hospital Experience"

Porque é que os Hospitais - e os contextos de saúde em geral - devem prestar mais atenção ao marketing?


Recentemente reli o "The Mckinsey Quarterly" intitulado "A better hospital experience". A resposta à minha questão, visto o gráfico acima e lido o relatório, é evidente:
  • 20% dos inquiridos americanos referiram que a sua escolha era influenciada pela reputação clínica do Hospital, equanto, espantosamente (ou não),
  • 41% referiram que eram influenciados por toda experiência não directamente relacionada com a intervenção clínica nesse hospital. Isto contrasta com a perspectiva tradicional de que estes aspectos são de pouca importância.

Como refere no relatório, "patients who have experienced (or know about) higher levels os service were more likely to consider this issue in their choice of hospital"

Claro que a esta altura o leitor já me está a perguntar: "isso já toda a gente sabe!"; se sim, então porque se vê tão pouco a ser feito para intervir directametne na experiência não clínica do paciente! provavelmente, e dito de forma muito grosseira, porque nos EUA são os seguros a pagar, em Portugal os custos com a saúde são suportados maioritariamente pelo estado. Outra razão é o muito pouco poder de escolha do doente Português! e quando este passar a ter mais poder de escolha? presta-se atenção na altura?

o que é que os doentes preferem?

O resto da história vocês já sabem de certeza... por exemplo,

"when survey participants have to choose between two elements of the patient's experience that they value almost equally, they show sharp preferences. About 75%, for example, would consider switching hospitals to become better infomed about treatments or if appointments were kept on time".

Não pensem só nas grandes operações, onde a reputação do cirugião faz muita diferença, obviamente; pensem nas centenas de outras intervenções e actos médicos que um hospital ou clínica fazem... se tiverem de escolher levar uma injecção, onde vão preferir faze-lo?

Se puderem, aconselho seriamente a continuação da leitura deste trabalho interessante da McKinsey [ver aqui].

Sobre este tema, encontrei este exemplo interessante: "Marketing olfativo en USP Hospital de Marbella"

Para mim é evidente que o papel do marketing é criação de novas oportunidades de consumo... os hospitais e as clínicas vão precisar de começar a prestar atenção a isso...

um exemplo nacional? e logo do sector público? vale a pena ler esta notícia: “Marketing: Hospital S. João vende imagem do serviço de pediatria por 12 ME”.

19 janeiro, 2009

O perfil psicográfico, a metáfora e o comportamento de consumo

We know what they do, but do we know what they think? (parte 2)

O perfil psicográfico – uma medida operacional acerca do estilo de vida do consumidor – tem vindo a receber desde a década de 60 uma atenção considerável por parte de quem investiga o comportamento de consumo. A sua definição mais genérica descreve-o como sendo toda a medida ou análise que traz para a superficie aquilo que o consumidor pensa, sente e faz.

Mais concretamente, aquilo que a determinação do perfil psicográfico tenta é procurar um melhor entendimento acerca do consumidor como um todo, tentando avaliar este todo olhando para a forma como o consumidor vive (i.e. em que actividades está envolvido), as coisas que lhe interessam mais e a sua opinião sobre os mais variados tópicos.

Assim, as variáveis psicográficas são todos os atributos relacionados com o conjunto de valores, atitudes, interesses e estilo(s) de vida. São também chamadas as variáveis IAO – Interesses, Atitudes e Opiniões. Estas medidas psicográficas têm-se mostrado muito úteis e eficazes na descrição e predição do comportamento de consumo (Edris & Meidan, 1989).


Porque é que as variáveis demográficas são mais psicográficas que demográficas?


Quantas vezes ouvimos as pessoas dizer: “sinto-me mais novo do que a idade que tenho!”. Por si só, esta afirmação, mostra-nos como conceito de idade é, em si, mais psicográfico que demográfico: eu tenho a idade que percepciono ter (ou que os outros percepcionam como eu tenho) e não a idade que o meu BI diz que tenho.

Por isso, todo o meu comportamento de compra estará mais orientado para os produtos que definem a idade que julgo (ou quero) ter e não a idade que tenho. Uma parte do turismo, o turismo sénior, não sei se intencionalmente ou não, tem rentabilizado bem esta ideia. O mercado da moda tem, de igual forma, usado a idade percebida para colocar as raparigas ainda jovens a consumir roupa vestida por raparigas mais velhas, e que se apresentam com a idade que elas (as mais novas) se vêem como tendo.

Agora pensemos noutras variáveis como o nível sócio económico, o grupo social de pertença ou... mesmo o sexo, senão olhemos o conceito de metrosexual e para todo o grupo de consumo que representam – Quem são? o que pensam? que valores orientam o seu comportamento? Será que quem pensa os estudos de mercado, ou os gestores que os exigem, estão preparados para apreender estas alterações? Será que vão ter a coragem para, agora, dar estes dois passos à frente?

O estudo do perfil psicográfico tem tido evoluções recentes que vão no sentido de, ele próprio, se encaminhar mais para um método de diálogo do que um método de monólogo...

[ir para inicio, parte 1 /ver continuação, parte 3]

14 janeiro, 2009

We know what they do, but do we know what they think? (parte 1)

1ª parte [excerto de artigo escrito para QSP Marketing]

Muitos marketeers, intencionalmente ou não, vêem o que o consumidor pensa e faz como uma commodity a que lhe falta profundidade e detalhe. Este pressuposto leva muitas vezes a estudos de mercado que ficam pela superfície e que não vão mais longe que o identificar de acções e o descrever de pensamentos discretos, relativamente desligados do consumidor final. Como resultado, normalmente, temos estudos que nos dão muita informação mas que levam a uma compreensão pouco complexa daquilo que os consumidores pensam, gostam e querem (Zaltman, 2003).

Por exemplo, Saber que os consumidores preferem uma embalagem redonda a uma embalagem quadrada é importante, sem dúvida! Mas mais importante ainda é saber porque é que eles preferem esta embalagem redonda! E desta forma, talvez, mas talvez, consigamos ir longe o suficiente para perceber que a configuração desejada pelo consumidor não é nem redonda nem quadrada, mas sim triangular (apesar de, quando confrontados com apenas as duas primeiras, preferirem a redonda).Se pararmos para perguntar o que é que os consumidores querem, talvez eles nos respondam! assim, poderemos parar de perder tempo a tentar adivinhar.

Toda a forma de pesquisa e estudo de mercado envolve opções acerca de como achamos que o mundo em geral, e os consumidores em particular são, se organizam e fazem escolhas. Sem duvida que o "técnico de Estudos de Mercado tem de saber desenhar uma amostra e de saber qual a melhor forma de seleccionar os elementos que a vão integrar; tem de saber também construir um questionário e tem de ser mestre na arte de perguntar” (Queirós, 2007).

Mas mais importante, tem que saber que informação nunca vai saber ao fazer esta pergunta em vez de outra. E mais importante ainda, tem que saber conversar com o consumidor, tem que saber ouvir o que consumidor está a querer dizer, mais do que inserir a sua resposta num qualquer programa estatístico! E por isso os Focus Group têm sido menos eficazes do que aquilo que se espera actualmente deles – tão simplesmente porque não têm sido desenhados para conversar e ouvir, só para falar (o monólogo do marketeer...). Surpresa, das surpresas: "That is why consumers so often act differently than research predicted" (Wolfe, 2006).

É já por demais evidente que o comportamento de compra não obedece aos critérios lógicos que a lei da utilidade económica queria que obedecessem. Quais são então esses critérios? O que procurar? Como ultrapassar as criticas levantadas no inicio deste texto? A resposta passará, inevitavelmente, por saber criar um dialogo com o consumidor, em vez do tradicional monólogo.


Bibliografia:
Wolfe. (2006).
The Problem with Trying to Predict Consumer Behavior .
Queirós. (2007).
Estudos de Mercado e Estudos de Meios.
Zaltman (2003).
How customers think: essential insights into the mind of the market. HBS.

07 janeiro, 2009

Avisos à navegação, o mkt como farol

Como fonte inspiradora para "pontapé de partida" deste blog escolhi o trabalho de Debbie Allen: "5 Marketing Mistakes You Cant Afford to Make".

São luxos evidentes nos dias de hoje não ter, esquecer ou abandonar um rumo (seja ele qual for) sob a tirania das operações do dia a dia e exclusivamente em função da (desculpa) da sobrevivência. Desunho-me só de pensar que, efectivamente, se sobrevive sem um rumo! mas garanto que para se viver (mais do que sobreviver) temos que ter um (qualquer).

“Podia-me dizer, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui ?”; “Isso depende bastante de onde você quer chegar”, disse o Gato. “O lugar não me importa muito…”, disse Alice. “Então não importa que caminho você vai escolher”, disse o Gato (Alice no País das Maravilhas).


Por isto os avisos à navegação são interessantes! e é disso que se trata no artigo que resumo agora -> 5 erros a evitar nos dias de hoje, "marketing related"!


erro#1: eliminar as iniciativas de marketing em tempos difíceis
.

Quando o “cash flow” diminui, a melhor forma de reduzir custos é cortar com todas as despesas de marketing, publicidade e comunicação, certo? Pergunto eu, se eliminar estas todas estas “actividades”, como espera conseguir captar novos clientes? Ao parar o trabalho do marketing, estará, sem dúvida, a escolher uma via que o leva, progressivamente, à perda de notoriedade, de quota de mercado, de margem e de influência do negócio.

erro#2: não avaliar os resultados das iniciativas de marketing.

Não espere até se sentir apertado para começar a medir os resultados dos seus esforços de marketing. Ao analisar estes resultados numa base regular, pode reinvestir nas melhores iniciativas e largar as piores. Sempre que puder pergunte aos seus clientes o que eles acham sobre o negócio! como o conheceram, se o recomendaram recentemente (ou recomendariam), na perspectiva deles, como poderia melhorar o seu produto/serviço…

erro#3: colocar todos os €'s do marketing numa só área.

Se todo o seu orçamento de marketing estiver ao serviço de apenas uma iniciativa de marketing/comunicação, então não vai receber o maior retorno possível desse investimento. Diversifique! Várias frentes aumentam a frequência e o alcance das suas mensagens.

erro#4: permitir que o seu ego entre no caminho do bom senso.

Comunique mais o (valor do) seu negócio, publicite-se menos a si próprio! Sempre que possível divulgue mais o que faz e o que vende, e menos a si próprio… muitas vezes encontramos entrevistas sobre gestores em que a única coisa que percebemos no final é como são excelentes, e não o que vendem ou em que medida o que vendem é bom!

erro#5: não procurar ajuda quando precisa.

Se acha que está a ocupar grande parte do tempo a gerir o departamento de marketing (ou pior, que nem sequer o está a gerir) é hora de chamar reforços. Contrate alguém a full ou part-time para conseguir mais tempo livre para trabalhar sobre o "negócio”. O outsourcing do marketing, ao contratar um consultor independente, pode ser extremamente útil! Pode trazer novos conceitos, novas ideias… e logo, mais clientes.

Fonte: "5 Marketing Mistakes You Cant Afford to Make" [ver pdf]